História da Cachaça
Os Alquimistas a receitavam como elixir da longevidade.
Os egípcios curavam doenças inalando vapor de líquidos aromatizados e fermentados.
Os primeiros a destilar uma bebida foram os chineses.
Os gregos registraram o processo de obtenção da "acqua ardens"(água que pega fogo).
Com expansão do Império Romano a aguardente entrou em outros territórios aprimorando a tecnologia de produção: Na Itália o destilado de uva a "grappa", na Alemanha à partir da Cereja desenvolveu o "Kirch", na Escócia o uísque da cevada maltada, na Rússia destilou cereal para obter Vodka e do arroz veio o saquê japonês.
A cana de açúcar chegou ao Brasil trazida da Ilha da Madeira pelos portugueses, no séc.XVII. No engenho de Martim Afonso, Engenho do Senhor Governador,na capitania de São Vicente, descobriram o vinho da cana, conhecido como "garapa azeda", líquido restante dos tachos de rapadura , que servia de alimento para os animais.
Os portugueses, inicialmente,começaram a fabricar alambiques de barro para, em seguida, importar os primeiros destiladores de cobre. As primeiras transformações do vinho da cana-de-açúcar em álcool etílico aconteceram na Bahia. O navegador francês Pyrard de Laval atestava que "fabricava-se aguardente com caldo de cana em 1610, na Bahia".
Os escravos passaram a tomar essa bebida, no início apenas fermentada. Foram os escravos que começaram a destilar a mistura, então chamada Cagaça e de Cagaça a Cachaça foi um pulo e a nova bebida se transformou em moeda corrente para a compra de escravos na África.
A descoberta de oura nas Minas Gerais trouxe todo tipo de aventureiro de todo país.Para aquecer as noites frias nas Montanhas da Serra do Espinhaço se consumia o destilado de alto teor alcóolico. Portugal não gostou que a cachaça tenha roubado o mercado do Vinho do Porto e da bagaceira, destilado da casca da Uva. Alegando que a bebida prejudicava a extração de ouro nas minas, a Corte proibiu várias vezes a produção e comercialização da cachaça. Como não deu certo, acabou por cobrar uma alta tributação da bebida.A cachaça se transformou no símbolo de resistência à dominação portuguesa, instigando o primeiro movimento de liberdade do país, a Inconfidência Mineira.
As técnicas de produção se aprimoraram, mas Minas Gerais continua fiel às tradições. Não abre mão, por exemplo, do Alambique de Cobre.
A flora local também colaborou para o desenvolvimento das técnicas de envelhecimento na madeira, Sofisticando o produto.
texto Revista JB-Projetos de Mercado (27/05/2001)